O pré-candidato à presidência do Corinthians Sérgio Janikian afirmou, durante entrevista ao Meu Timão, que a atual gestão do clube teria recorrido a empréstimos com taxas de juros acima das praticadas em operações consideradas mais convencionais no mercado financeiro.
Segundo Janikian, o presidente Osmar Stabile teria relatado a ele, em duas ocasiões, que o Corinthians precisou buscar crédito junto a instituições financeiras que não seriam consideradas de primeira linha para conseguir recursos destinados ao pagamento das folhas salariais.
De acordo com o relato do pré-candidato, uma das operações teria sido contratada com custo equivalente ao CDI mais 10%. Em uma segunda operação, realizada mais recentemente, a taxa teria chegado a CDI mais 18%. A informação também foi repercutida por veículos especializados na cobertura do Corinthians.
Janikian comparou os supostos custos dessas operações com o acordo firmado pelo Corinthians com a Caixa Econômica Federal para a dívida da Neo Química Arena. Segundo ele, a taxa desse contrato seria de CDI mais 2%.
O pré-candidato também afirmou que a segunda operação teria envolvido a antecipação de parte de receitas futuras do clube. De acordo com seu relato, os recursos teriam sido utilizados para viabilizar o pagamento da folha salarial antes do confronto contra o Estudiantes, pela Libertadores.
A declaração ocorre em meio ao cenário de dificuldades financeiras enfrentado pelo clube. O Corinthians tem recorrido a alternativas de crédito e antecipação de receitas para administrar o fluxo de caixa, enquanto busca equilibrar compromissos de curto prazo e uma dívida de longo prazo que permanece entre os principais desafios da instituição.
Sérgio Janikian foi diretor de futebol do Corinthians em 2015 e agora se coloca como pré-candidato à presidência do clube. A eleição corintiana está prevista para novembro de 2026, e o cenário financeiro deve estar entre os principais temas do debate eleitoral.
