A diretoria do Corinthians está otimista com a possibilidade de renegociar as condições da dívida da Neo Química Arena com a Caixa Econômica Federal e reduzir o peso dos juros sobre o financiamento. A informação foi divulgada pelo UOL nesta quarta-feira (23).
Segundo a reportagem, o Corinthians vem negociando com o Governo Federal, com auxílio da Advocacia-Geral da União (AGU), para buscar uma mudança na forma de cálculo dos juros da dívida. O objetivo do clube é alterar o modelo adotado na última renegociação e retornar à Taxa de Longo Prazo (TLP), utilizada em financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Na renegociação realizada em 2023, o financiamento passou a ter os juros calculados com base no CDI. A diretoria corinthiana entende que uma eventual mudança para a TLP poderia reduzir o impacto dos encargos financeiros e facilitar o pagamento da dívida ao longo dos próximos anos.
A tentativa de renegociação ganhou força nas últimas semanas. No início de setembro, o Corinthians encaminhou um ofício à AGU solicitando auxílio nas tratativas com a Caixa. Segundo o UOL, a avaliação interna do clube é de que a participação de um órgão federal pode facilitar a construção de uma nova proposta entre o Corinthians e o banco estatal.
Nesta terça-feira (22), uma comitiva do Corinthians esteve em Brasília para uma reunião diretamente com representantes da Caixa. O presidente Osmar Stabile e o diretor jurídico Pedro Soares participaram do encontro. De acordo com o UOL, a reunião foi considerada positiva pela diretoria, que passou a trabalhar com expectativa de avançar em um novo acordo.
A dívida da Neo Química Arena é atualmente estimada em mais de R$ 600 milhões. Paralelamente às negociações, o Corinthians também acompanha uma discussão sobre os próprios cálculos do saldo devedor. Uma perícia apresentada ao Ministério Público de São Paulo apontou uma diferença superior a R$ 255 milhões nos valores, e o órgão determinou uma análise técnica para verificar os cálculos.
O clube, por sua vez, trabalha com uma estimativa diferente e entende que o saldo poderia ser reduzido para uma faixa entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões após a revisão dos números. A questão ainda está em análise e não representa uma definição sobre o valor efetivamente devido à Caixa.
A possível redução dos juros é considerada importante para o planejamento financeiro do Corinthians, que busca diminuir o impacto da dívida da Arena sobre as receitas do clube. As negociações, porém, ainda não resultaram em um novo acordo definitivo com a Caixa.
