O Corinthians corre o risco de perder o acordo firmado com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para renegociar uma dívida bilionária com a União. O clube deixou de pagar três parcelas consecutivas da transação tributária e foi notificado pelo órgão para regularizar a situação. A informação foi divulgada pelo ge nesta quinta-feira (24).
Os valores em atraso somam aproximadamente R$ 20,5 milhões. O Corinthians deixou de pagar as parcelas referentes aos meses de junho, julho e agosto. Antes disso, o clube havia quitado as quatro primeiras prestações do acordo, entre fevereiro e maio.
A negociação, firmada no início de 2026, permitiu reduzir uma dívida que originalmente era de aproximadamente R$ 1,2 bilhão para R$ 679 milhões, por meio de descontos sobre juros, multas e encargos. O acordo prevê 120 parcelas para os débitos não previdenciários e outras 60 para os débitos previdenciários.
O contrato estabelece que a falta de pagamento de três parcelas, sejam elas consecutivas ou alternadas, pode provocar a rescisão da transação. A PGFN notificou o Corinthians em 14 de agosto para que regularizasse as pendências sob risco de rompimento do acordo.
Caso a negociação seja rescindida, o valor original da dívida com a União será restabelecido, com desconto apenas dos valores que já foram pagos pelo clube. Além disso, as cobranças judiciais e extrajudiciais poderão ser retomadas e o Corinthians ficará impedido, por dois anos, de realizar uma nova transação com a União.
Internamente, a diretoria corinthiana afirma estar trabalhando para regularizar os pagamentos, mas ainda não existe uma previsão definida para a quitação das parcelas atrasadas. A próxima prestação do acordo vence no dia 30 de setembro, aumentando a pressão para que o clube encontre uma solução antes de um eventual rompimento.
A situação ocorre em meio a um cenário financeiro delicado no Parque São Jorge. O Corinthians encerrou o primeiro semestre de 2026 com déficit de R$ 246 milhões e endividamento próximo de R$ 2,8 bilhões. O clube também enfrenta atrasos em direitos de imagem, férias e premiações do elenco, além de outras obrigações financeiras.
A manutenção do acordo com a PGFN é considerada importante para o planejamento financeiro do Corinthians, já que a renegociação proporcionou uma redução expressiva do passivo tributário. Por isso, a regularização das três parcelas atrasadas passou a ser uma das prioridades da diretoria.
