O fim da escala 6x1 pode provocar mudanças na organização do futebol brasileiro. A nova regra prevê dois dias de descanso remunerado por semana, o que exigirá adaptações no planejamento dos clubes, desde a programação de treinamentos até as viagens e concentrações para as partidas.
A medida também levanta discussões sobre a rotina dos atletas profissionais, que frequentemente enfrentam calendários com jogos em sequência, deslocamentos e períodos reduzidos de recuperação física.
Juristas ressaltam que viagens e concentrações não podem ser automaticamente consideradas dias de folga, uma vez que os jogadores continuam submetidos a compromissos profissionais. A aplicação das regras ao futebol deverá considerar as particularidades da atividade e os acordos coletivos da categoria.
O Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo já negocia regras para tratar do tema. O presidente da entidade, Rinaldo Martorelli, critica o modelo em que os clubes tentam disputar todas as competições utilizando os mesmos jogadores, sem considerar adequadamente os períodos de descanso.
A possível mudança pode exigir elencos mais bem planejados, ajustes nas sessões de treinamento e novas estratégias para conciliar as obrigações esportivas com os direitos trabalhistas dos atletas.
O desafio será encontrar um equilíbrio entre o cumprimento da legislação, a recuperação física dos jogadores e as exigências de um calendário cada vez mais intenso.
