Após declaração do conselheiro trienal e secretário do CORI Pedro Paulo, onde ele afirmou que os Gaviões da Fiel "não sabem sequer o que querem", após o protesto pedindo intervenção judicial, a principal torcida organizada do Corinthians emitiu nota sobre a atuação dos conselheiros do Corinthians.
Confira abaixo a nota completa.
"O Gaviões da Fiel Torcida tomou conhecimento de declarações atribuídas a membro do Conselho de Orientação (CORI) do Corinthians, publicadas pela ESPN, nas quais a mobilização da torcida em torno da intervenção judicial e da reforma estatutária foi tratada como incoerente.
Chama a atenção o lugar de onde parte a crítica. O CORI existe, em tese, para orientar o clube com zelo pelo patrimônio corinthiano. Enquanto a dívida saltava para perto de R$ 3 bilhões e contratos questionáveis se acumulavam, esse zelo não apareceu. Curiosa é a voz que hoje se sente à vontade para dizer o que a torcida “não sabe”, sendo a mesma que não viu, ou preferiu não ver, o clube sendo dilapidado por dentro.
Não é a torcida que precisa explicar suas reivindicações. É o Conselho Deliberativo que precisa explicar por que a reforma estatutária segue emperrada há meses, por que a assembleia de 19 de setembro continua sob ameaça de suspensão por iniciativa de conselheiros e por que quem deveria fiscalizar aprovou, ano após ano, os balanços que empurraram o clube ao abismo financeiro.
O Gaviões não pauta suas manifestações por conveniência. Cobrar transparência, apoiar a apuração do Ministério Público e pedir intervenção judicial não são posições contraditórias; são instrumentos diferentes para o mesmo objetivo: devolver ao Corinthians a gestão séria que o Conselho, historicamente, não garantiu.
É sintomático que parte do Conselho prefira desqualificar quem protesta pacificamente a responder pelo próprio histórico. Enquanto conselheiros debatem semântica, o rombo financeiro que deveriam fiscalizar segue crescendo. Esse sim, um problema real.
O papel de um conselheiro não é menosprezar quem sustenta o clube nas arquibancadas, nas bilheterias e nas lojas. É prestar contas a essa mesma torcida.
Fica a pergunta, conselheiro: se a torcida não sabe o que quer, o Conselho sabia o que fazia quando aprovou, um a um, os balanços que trouxeram o Corinthians até aqui?
A guerra não é entre nós. A luta é pelo Corinthians."
