O Corinthians atualizou o plano de pagamento do Regime Centralizado de Execuções (RCE) e informou que desembolsou R$ 16,4 milhões nos primeiros cinco meses de 2026 para quitar compromissos incluídos no acordo. Apesar dos pagamentos realizados, o valor total da dívida aumentou no período.
Segundo os dados atualizados, o passivo passou de R$ 224,9 milhões para R$ 237,4 milhões. O crescimento é explicado principalmente pela incidência de juros, correção pela taxa Selic e pelo aumento no número de credores incluídos no regime.
Entre os credores, o empresário e agente de jogadores Giuliano Bertolucci aparece com o maior valor a receber. De acordo com a atualização do plano, são R$ 86,9 milhões vinculados ao credor.
O RCE permite ao Corinthians concentrar e organizar o pagamento de dívidas cíveis e trabalhistas dentro de um plano estabelecido, evitando que os credores realizem cobranças individuais fora do acordo. A estratégia busca dar maior previsibilidade ao fluxo financeiro do clube.
O planejamento apresentado pelo Corinthians prevê o pagamento dos valores ao longo de até 10 anos. Mesmo com a evolução dos pagamentos, o aumento do saldo demonstra o impacto dos encargos financeiros sobre a dívida enquanto o clube cumpre o cronograma estabelecido.
A atualização do RCE acontece em meio ao processo de reorganização financeira do Corinthians, que também enfrenta outras obrigações e busca novas receitas para equilibrar as contas e manter os compromissos com atletas, funcionários e credores.
